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08.Out.23

Palácios de Lisboa destruídos em 1755:

 

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No Bairro Alto: o dos Duques de Bragança e de Lafões (entre a Rua da Oliveira e a Travessa das Marquesinhas), o dos Marqueses de Niza (ao topo da Calçada do Duque já no Largo de São Roque onde hoje está a Santa Casa), de Valença (à Cordoaria Nova, de Távora (à Cordoaria Velha) e de Fronteira, o dos condes de Valadares, de Atouguia e do Vimeiro (na calçada de São Francisco), de São Tiago (Santa Cruz do Castelo) e de São Lourenço, os de José Félix da Cunha, de Dom João de Meneses, de Fernando de Miranda, de Dom António Alves da Cunha, de Vicente de Sousa, o dos Alcáçovas (rua Cruz dos Poiais). No Calhariz, junto à rua das Chagas o palácio do Conde de Sandomil. Na calçada do Marquês de Tancos o palácio do marquês de mesmo nome.
Segundo Paulo Freire que, neste respeito, segue de perto um opúsculo de um padre da Congregação do Oratório.
O Palácio dos Marqueses de Marialva localizava-se na Praça Luís de Camões e as suas ruínas ainda eram visíveis em 1859. Não longe, no Pátio do Tijolo ficava o palácio dos condes de Soure. O do Conde de Coculim situava-se no Arco de Jesus. Na Travessa de São João da Praça encontravam-se os palácios do conde de Vila Flor e do marquês de Angeja.
Em Alfama, conta Paulo Freire apenas 4, o dos condes de Val dos Reis, o dos Arcos, o de Dom Lourenço de Lencastre, e o de Manuel António de Melo e Sousa.
Na actual localização da estação do Rossio o Palácio dos duques do Cadaval.
No centro de Lisboa: o Palácio dos Estaos que em 1755 já era o Palácio da Inquisição, ao lado, o Palácio do Senado da Câmara e as casas nobres de Dom Braz Baltazar da Silveira o dos Marqueses de Cascais e Alegrete, o dos Condes de Castelo Melhor, da Ponte e de São Vicente (Cais dos Soldados).
Na área do Rossio e do Borratem o palácio do Marquês de Cascais.
Junto à Igreja de Santo António ficava o Palácio do Tesouro ou "palácio velho da Câmara".
Ao lado da Sé encontravam-se os Paços dos Bispos onde depois se faria o edifício das Companhias Reunidas de Gaz e Electricidade.
O palácio do marquês de Louriçal ficava no Largo da Anunciada e frente à igreja de São Cristóvão o do conde da Figueira.
Junto ao Tejo encontravámos, antes de 1755, o Paço da Ribeira o dos condes de Rezende e de Munhão e o do Marquês de Gouveia. Assim como o palácio Corte-Real ao lado da Ribeira das Naus.
A estimativa total do padre da Congregação do Oratório aproxima-se dos 30 palácios destruídos em 1755. Em ruínas, mas não completamente destruídos ficaram os palácios dos Condes de Redondo, de Povolide, de Oriola, de Vila Nova, de Dom Lourenço de Almada e o de Fernando da Silva Teles. Paulo Freire estima que em Lisboa, nessa época, existiram mais de 60 palácios mas também refere outras fontes que falam de 28 palácios arruinados citando uma relação posterior mas, quantitativamente, muito semelhante à primeira.
Na Rua Formosa o do Marquês de Pombal.
O Palácio do Marquês de Alegrete junto ao arco de mesmo nome. o do Conde Vale de Reis junto ao Jardim da Graça.
Junto ao Liceu do Carmo ficava o Palácio do conde de Valadares.

Rui Pedro Martins