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Libertária

a liberdade passa por aqui

Libertária

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12.Mar.23

Parceria com a Convergência

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Pese embora todo o nosso optimismo no manifesto divulgado aquando do nosso lançamento, passados três meses decidimos firmar uma parceria com a distribuidora Convergência, passando a estar disponíveis em feiras do livro, nas FNAC que nos queiram e no catálogo que a Convergência envia a centenas de livrarias.

A que se deve esta parceria?

Aqui teremos de pegar primeiro na aposta na nossa sustentabilidade, embora apostar nas livrarias independentes tenha sido a nossa primeira opção, conseguindo convencer uma dezena delas a apostar em nós, depressa concluímos que a esmagadora maioria das livrarias independentes para se manterem abertas precisam de best sellers e os nossos livros e revistas centram-se em autores anarquistas, socialistas dos séculos passados e outros autores infrequentáveis, logo invendáveis.

Não lhes devem ter parecido de todo atractivos (ou então fomos para a pasta de spam e nem leram as nossas propostas de consignação em vez de nos ignorarem, sempre é um pensamento mais reconfortante que não descartamos). Um dos nossos colaboradores alertou que tínhamos de ter “um plano de negócio” para chegarmos a mais leitores, depois da primeira tentação ter sido lavar-lhe a língua com sabão, concluímos que sim: se em 2023 queremos ter uma editora viável que consiga transformar os seus colaboradores em trabalhadores honestos, precisamos de vender livros!

Feiras do livro e FNAC

Dada a actual limitação logística seria de todo impossível estarmos presentes nas feiras do livro que ocorrem um pouco por todo o país, com destaque para Lisboa e Porto. A Convergência tem tido uma presença constante nas mesmas com um catálogo onde se destaca a contracultura literária, apostando na distribuição de obras de fantasia, ficção científica e terror que, convenhamos, são de autores no mínimo tão invendáveis e infrequentáveis como os que editamos!

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Tendo uma distribuidora conseguimos também chegar aos quiosques das FNAC, ou seja as nossas revistas, a Libertária e a Prontidão & Sobrevivência, não podendo estar em todos os quiosques nacionais dada a sua tiragem e não sendo um produto habitual em livrarias, conseguirão estar na secção de revistas e jornais que fazem agora parte das lojas FNAC onde quando algum consumidor mais incauto for comprar o seu jornal A Bola, a revista Maria ou uma National Geographic irá agora tropeçar na nossa literatura subversiva. Proselitismo, portanto, qual seria a piada de vender livros e revistas socialistas e apologistas da autossuficiência aos já convertidos? Há que chegar mais longe!

Contracultura e espírito comunitário

Para quem não esteja ciente do magnífico catálogo de banda desenhada e ficção especulativa da Convergência aconselhamos uma visita atenta ao seu portal. As edições de ficção pulp que estamos a preparar encaixam ali que é uma maravilha.

E onde está sedeada a Convergência? Está perto do nosso escritório na Amadora, estão mesmo aqui ao lado nos Nirvana Studios, o centro cultural alternativo de Oeiras, mais concretamente em Valejas, que partilha com a Amadora um par de ruas. É uma comunidade cuja estética e espírito muito nos agradou quando os visitamos, numa mesma tarde ouvimos tanto músicos de uma jazz band como uma banda de heavy metal a ensaiar e ficamos maravilhados com a arquitectura steampunk e reciclagem de materiais que testemunhamos em todo o espaço. Este projecto editorial conta com libertários, eco-anarquistas e sobrevivencialistas com antecedentes no meio punk, sentimo-nos em casa naquela estética.

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Nas palavras dos mesmos:

A Nirvana Studios é uma comunidade cultural perfilada para o mundo do espectáculo e entertainment, para a exportação e importação das artes, da criação alternativa e transdisciplinar, de conceitos eco-direccionados e do activismo desportivo de aventura. Visando a sustentabilidade social e a paz a nível global, está orientada para a experimentação, acolhimento e intercambio nacional e internacional de artistas, ideias e causas a favor da igualdade e respeito entre todas as culturas, sendo as suas coordenadas ideológicas politicamente e religiosamente neutras.

Façam uma visita virtual em: nirvanastudios.pt/mapatour/

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E as independentes?

Ficou salvaguardado que as livrarias independentes que prefiram trabalhar directamente connosco, e aquelas que já trabalham connosco, o poderão fazer livremente. Estamos mesmo muito optimistas e agradados com a parceria que firmamos com a Convergência, juntos esperamos ir longe. E sim, esta parceria inclui também potenciais sessões de lançamentos/apresentação de livros e revistas nos Nirvana.

12.Mar.23

Apoie as Edições Libertária

Como projecto editorial independente, as Edições Libertária dependem quase exclusivamente da boa vontade dos seus colaboradores, parceiros internacionais e, acima de tudo, dos seus leitores. Caso se identifique com a linha editorial e nos queira divulgar, eis algumas sugestões que lhe serão úteis:

* Siga-nos no Youtube, no Facebook e no Twitter, o mundo real hoje passa muito pela realidade virtual e pela dinâmica das redes sociais, nas nossas páginas encontrará os textos mais recentes do nosso portal, o meme ocasional e a divulgação de textos pertinentes à nossa linha editorial, partilhe-os com os seus amigos e seguidores;

* Torne-se nosso patrono, no portal patreon.com/libertariapt poderá encontrar várias opções de donativos, contribua com o valor que achar que merecemos;

* Participe nas nossas subvenções populares, dado o aumento generalizado dos custos de produção e à necessidade de aumentar a tiragem para estarmos presentes em mais livrarias por via da distribuidora Distribuidora Nacional de Livros Convergência, começamos a organizar crowdfundings para cada título que editamos;

* Ofereça livros das Edições Libertária, publicamos autores criteriosamente seleccionados e de renome internacional, embora ainda pouco conhecidos em Portugal, não sabe o que oferecer aos seus familiares e amigos de esquerda pelo aniversário ou em épocas festivas como o Natal? Ofereça Edições Libertária;

* Divulgue e doe livros das Edições Libertária junto da sua biblioteca local. Em todo o território nacional e ilhas adjacentes existem bibliotecas, sejam estas municipais ou propriedade das juntas de freguesia, a maior parte destas aceitam sugestões de aquisição, sugira a compra de livros das Edições Libertária na caixa de sugestões ou, caso seja daquelas pessoas que não gostam de acumular livros que já leu, doe o seu exemplar, o mesmo vale para as bibliotecas das escolas secundárias, faculdades e universidades da sua zona;

* Revenda as Edições Libertária, seja a título pessoal ou colectivo (grupos de amigos, associações e colectividades de âmbito local, nacional ou internacional) pode adquirir um mínimo de cinco exemplares das nossas edições com 50% de desconto sobre o preço de capa e aplicar o lucro nas suas actividades ou, pura e simplesmente, ganhar uns trocos – em tempo de austeridade ninguém leva a mal;

* Organize uma tertúlia ou sessão de apresentação das Edições Libertária, faremos o possível por estar presentes (convém agendar o mínimo de um mês de antecedência). A tertúlia é uma tradição portuguesa que em muito contribuiu para a disseminação do ideário libertário e socialista democrático, queremos ouvir a sua opinião e trocar ideias;

* Escreva ou traduza para a Libertária, faça-nos chegar as suas notícias, sugira colectivos, artistas e autores que se coadunem com a nossa linha editorial, queremos dar uma voz a novas vozes socialistas, ambientalistas, democratas e libertárias. Temos também vários textos em lista de espera a aguardar quem os traduza;

* Passe a palavra, estamos a preparar várias opções de autocolantes, t-shirts, cartazes e panfletos para divulgação das EdiçõesLibertária, os mesmos estarão disponíveis para venda no libertaria.pt ao preço de custo acrescido de portes de envio, transformemos as Edições Libertária numa comunidade viva!

12.Mar.23

Edições Libertária

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Fevereiro de 2022

Parece ter sido há uma vida que fundamos a Libertária como mera revista socialista democrática de inspiração libertária, e o incómodo que foi em quem nos recebeu esse pequeno pormenor de insistirmos na etiqueta de libertários indo beber ao Partido Socialista Português fundado em 1875 por José Fontana, Azedo Gneco, José Correia Nobre França e José Tedeschi e tentando recuperar o legado que o Partido Socialista assumira como seu em 1975, quando se pregava ainda a autogestão e o socialismo libertário era uma corrente interna com algum vigor.

A passo firme fomos cativando colaboradores, idealizando já a colecção Biblioteca Socialista que teimava em não ver a luz do dia, reunindo frustrações até concluirmos que urgia a necessidade de se criar algo novo no mercado literário nacional, uma nova chancela assumidamente politizada na era da cobardia apolítica que desse a conhecer não só os clássicos do socialismo libertário como autores fundacionais do socialismo democrático que passados quase 50 anos desde a restauração a democracia em 1974 são ainda inéditos em Portugal ou estão há muito fora de circulação ou limitados a círculos muito restritos de meros coleccionadores. E não, já não somos um projecto partidário.

Subvenção popular e voluntarismo

Claro está que vivendo em plena distopia do capitalismo triunfante, que demonstra todos os indícios de se encaminhar alegremente para um novo autoritarismo descarado com parca ou inábil oposição, não seria possível criar uma nova chancela editorial sem um fundo de maneio. Aproveitando o ímpeto do crowdfunding (subvenção popular na nossa livre tradução) que organizamos por ocasião do lançamento do 4º número da revista Libertária e achamos que era a altura. Alguns de nós abdicaram voluntariamente dos subsídios de Natal e férias, outros doaram o que puderam e outros ainda enviam-nos um donativo mensal por via Patreon, o suficiente para em Fevereiro de 2022 darmos início à nossa actividade editorial, discretamente subversiva.

Tradutores, revisores, paginadores e até autores são todos autênticos colaboradores deste projecto, no sentido em que colaboram todos e em igual medida podem intervir e decidir para onde rumamos, não no eufemismo capitalista que o emprega para se furtar ao termo trabalhadores, operariado e precariado. Nenhum de nós retira daqui um ordenado, sendo o objectivo que em 2022 a Libertária se consiga tornar viável como projecto editorial autossuficiente.

Edições copyleft que não esgotam

A nossa intenção é que os nossos livros sejam editados com uma Licença Creative Commons Atribuição Compartilha Igual CC BY-SA 4.0, permitindo assim a sua livre reprodução desde que o autor e o editor (Libertaria.pt) sejam citados e a integridade do texto ou das partes utilizadas seja respeitada. Leram bem, ao contrário do que é comum na lógica mercantilista do mercado livreiro nós permitimos que os nossos leitores copiem livremente os nossos livros. Claro está que no caso dos autores ainda vivos estes têm obviamente a última palavra.

Estando perfeitamente cientes que as editoras nascem, vivem e morrem, julgamos que transformar as nossas obras em domínio público logo à partida é a melhor garantia de que estas nos sobrevivem, seja no limbo da Internet ou a na boa vontade e voluntarismo de outros que as queiram reeditar quando já cá não estivermos. Fora isso, e fugindo ao elitismo das edições limitadas destinadas a coleccionadores, a mais das vezes sempre os mesmos, estamos a tentar aproveitar em pleno a tecnologia print on demand que nos permite aumentar ou diminuir as tiragens ao gosto da procura. Na mesma lógica e querendo chegar ao maior número possível de pessoas comuns, além da nossa própria loja online estaremos à venda nos portais Wook/Bertrand para venda online.

Fuga para o campo e autossuficiência 

Nascida na Amadora, cidade proletária, a Libertária procura ser autossuficiente pelo que obteve uma pequena parcela de terreno no distrito de Santarém onde nos encontramos nós mesmos a construir a maior parte das nossas instalações. É um projecto ambicioso, lento, burocrático e trabalhoso, mas que se tem tornado cada vez mais comum em Portugal e que a nível pessoal para alguns de nós se tornou em objectivo de vida.

Da revista e do portal

A periodicidade da Libertária como revista física foi sido errática, visto ser criada ao sabor do tempo livre dos autores que nesta aceitaram escrever, do paginador e do editor. Na reestruturação que levamos a cabo pouco iremos alterar na revista impressa visto ser um modelo obsoleto que acaba mais por ser um mimo para os nossos patronos e colaboradores do que uma publicação de grande alcance, mas vamos dinamizar muito mais o nosso portal, transformá-lo antes de mais na publicação digital diversificada que sempre tencionamos e não no mero portal estático de uma editora. [Em Fevereiro de 2023 optamos por deixar de publicar a edição em papel].

Plena profissionalização como cooperativa

Claro está, se é certo que em 2022 trabalhamos todos alegremente como voluntários para assegurar a viabilidade do projecto dando-lhe um bom impulso inicial, o objectivo é consolidar-nos como cooperativa de trabalhadores assalariados. Já não acreditamos ser possível derrubar o sistema, mas é possível viver fora deste e da sua lógica. Vamos editar livros invendáveis escritos por autores infrequentáveis, contamos ser a primeira editora a ser directamente financiada pelos seus leitores.

Qualquer órgão de comunicação social alternativa ou de massas pode saciar a sua curiosidade contactando-nos pelo libertariapt [arroba] gmail.com, adoramos entrevistas escritas.

Agrada-lhe o que estamos a fazer? Compre os nossos livros e revistas ou torne-se nosso patrono, 2€ fazem toda a diferença!

12.Mar.23

Estatuto Editorial

A Libertária é uma publicação digital que se rege pelas ideias inerentes ao livre pensamento, à liberdade de expressão e ao pluralismo de ideias;

A Libertária já não é uma revista partidária, pese embora ter sido inicialmente fundada e vocacionada para militantes e simpatizantes do Partido Socialista consideramos que seremos muito mais úteis aos cidadãos, leitores e eleitores nacionais como revista pluripartidária na qual podem colaborar socialistas democráticos, libertários ou não, de todos os partidos da esquerda portuguesa ou sem qualquer filiação partidária, activistas e intelectuais de todo o mundo;

A Libertária é independente do poder político, do poder económico e de quaisquer grupos de pressão, vislumbrando como positivo e desejável para o desenvolvimento nacional e bem estar do cidadão comum o entendimento do PS com as forças políticas à sua esquerda (PCP, PEV, BE e LIVRE);

A Libertária tentará divulgar o mais objectivamente possível as várias correntes do pensamento socialista democrático, trabalhista e sindicalista de base da social-democracia original e do socialismo libertário;

A Libertária considera que a perspectiva libertária deriva de dois paradigmas distintos:

* o libertário europeu (sinónimo de socialismo libertário, democrático e igualitário);

* a libertação nacional sul-americana, africana e asiática (os movimentos de emancipação anti-colonialista);

A Libertária dá ênfase ao poder local, à descentralização, à autogestão, aos desafios da democracia na era digital e à necessidade de fortalecer a União Europeia visando a criação de um Estado Social Europeu que preze pelo bem estar dos seus cidadãos, assumindo-se como uma publicação favorável ao eternamente adiado federalismo europeu com a subsequente criação de um Senado Europeu, de um Exército Europeu, de um Ordenado Mínimo Europeu, de um Fundo de Reformas Europeu com políticas económicas, sociais e diplomáticas autónomas e distintas das adoptadas até agora tendo em vista um paradigma multilateral em vez do actual seguidismo cego da política externa dos EUA;

A Libertária intenta a divulgação de projectos de cultura alternativa e contracultura, dando a conhecer autores, artistas e colectivos que considere relevantes e pertinentes, com destaque para as artes plásticas, música e ficção especulativa.